24 de set de 2009

Por que "Primavera nos Dentes"?

   Para quem não conhece a origem do nosso nome, confira o vídeo e a letra da música "Primavera Nos Dentes", do grupo Secos & Molhados!










   Além de acreditarmos em tudo que a canção diz, queremos trazer para a nossa luta todas as cores, toda festa e toda vida da estação da Primavera. A Primavera que seguramos entre os dentes possui as cores que representam o Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), mas também o florescer de uma nova sociedade, sem qualquer tipo de opressão, seja ela homofóbica, machista, racista ou de qualquer outra forma.

   Sabemos que a Primavera que queremos, quando chegar, não virá de qualquer forma. Teremos que trazê-la pelos dentes, com muita força e garra, mas ela não chegará menos bela por isso.
 
Primavera Nos DentesComposição: João Ricardo/João Apolinário
Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera

3 comentários:

  1. "...E envolto em tempestade decepado..."

    Antes esse era o mote. Dá pra perceber pelo que escrevi, abaixo:

    Eu queria ter um amor
    Daqueles grandes amores
    Que me desse muitos beijos,
    Mil presentes, muitas flores
    E que quando ele me visse
    Todinha me desejasse
    Me vendo alegre, sorrisse
    Me vendo triste, chorasse

    Eu queria ter um amor
    Desses amores assim
    Que achasse tudo bom
    Estando perto de mim
    Que me abraçasse inteira
    O meu corpo machucasse
    O meu calor, lhe aquecesse
    O seu fogo, me queimasse

    Eu queria ter um amor
    Um amor de outro mundo
    Daqueles que a gente sonha
    Num sono muito profundo
    Que ficasse muito aflito
    Quando alguém ameaçasse
    O nosso amor tão bonito
    Que morresse e que matasse


    Mas, hoje, faço valer outro mote:

    "...Entre os dentes segura a primavera..."

    Segurei. E foi assim:

    Duas vidas que nasceram
    Num mundo bem diferente
    Clima frio e clima quente
    Um dia se conheceram.
    À partir daí viveram
    Uma amizade sem par
    De sorrir e de chorar
    De quem vive e de quem sonha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    E horas à fio passavam
    Em idéias viajando
    Pouco a pouco, se entregando
    Revelando o que sonhavam,
    As coisas que desejavam
    E gostavam de falar
    Do céu, da terra e o luar
    De quem perde e de quem ganha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    Mas, contudo, a solidão
    Das duas era real
    Viviam o vendaval
    De amores que vem e vão
    Daqueles onde a paixão
    Se deixa alimentar
    Que termina por buscar
    A dor de quem dá e apanha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    E um dia, por destino
    Ou por pura intuição
    Pela voz do coração
    Ou de quem perdeu o tino
    Uma em pleno desatino
    Sentiu o jeito do olhar
    Da outra, sentiu chegar
    Uma força, muito estranha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    E dessa força nasceu
    Um sentimento tão forte
    Mistura de vida e morte
    Que um coração ateu
    Se rende ao que aconteceu
    Dispara, sem duvidar
    Se entrega a paixão que está
    Corroendo-lhe a entranha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    E após o amor descoberto
    E uma a outra, sentir
    Cheiro, beijo e seduzir
    O corpo, em momento certo,
    O que estava encoberto
    Desnudou-se ao desfrutar
    Das maneiras de afagar
    Que hora alisa, hora arranha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    E esse amor é tão profundo
    E esse amor é tão gostoso
    Proibido, perigoso
    Pode sacudir o mundo.
    Numa fração de segundo,
    Uma a outra ao se olhar
    Sem ter hora, nem lugar
    O querer, já lhes assanha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    E o destino dessas duas
    Não pode ser diferente
    Pois, um amor, assim, contente
    Viverá por muitas luas.
    As verdades são tão nuas,
    É tudo tão singular,
    Recebem e sabem dar
    Carinho, ternura e manha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar


    E pra sempre e mais um dia
    Viverão essa paixão
    De amor, de fogo e tesão
    De sorrisos, de alegria,
    Pois tudo que principia
    Sem limites pra sonhar
    Sem ter medo de se dar
    É o que, da vida, se ganha
    Uma de amor e montanha
    Outra de mar e amar

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  2. é o grito! profundo e sincero!

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